Era famoso este caderno do TóPê. Quase sempre o acompanhava, e muitas vezes tivemos que esperar acabar a escrita, para lhe merecer a atenção. Que me lembre nunca ninguém lera o caderno do TóPê, porque ele não deixava, dizia que eram cenas pessoais que escrevia.
Quando abandonou o Iodo, o TóPê abandonou também a sala de ensaio, pois era lá que ele vivia. Abandonou também o caderno, ou esqueceu-se, ou esqueceu-o propositadamente.
Guardei-o. De vez em quando tento decifrar-lhe a escrita. Não é fácil. O TóPê nunca foi fácil.
Temos adiado encontros. Um dia quem sabe. Devolvo-lho.

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