segunda-feira, 29 de julho de 2013

pimba

Admito que nunca fui à bola com a música pimba. Porque toquei muitos anos em grupos de baile, tive de gramar doses maciças de pimbalhada, pois a malta não dançava mais nada. No meu entender, eu, que fiz bailes desde o início dos anos 70, a cultura musical, em recintos de dança empobreceu bastante.

Num destes serões musicais de fim de semana, estava eu arrumar a tralha, e na mesa ao meu lado os resistentes da noite debitavam opiniões sobre os vários estilos de música, e, a dado momento, perguntaram-me sobre a dificuldade de compor. Eu tentei esquivar-me, mas lá fui dizendo que é questão de inspiração, e assim sendo, a dificuldade é conforme, umas vezes tremenda, outras inexistente. A excepção era mesmo a música pimba.

O que fui eu dizer!! Logo se levantaram duas vozes em defesa dos pimbas, e do génio criativo dos seus autores. Pelo que não tive outra saída, e desafiei - façam aí uma quadra, eu faço o refrão, e componho a música em 10 minutos no máximo, até me podem dizer se querem em tom maior ou menor (para eles isto do tamanho do tom era chinês).

Que não, que eu não ia conseguir. E apostou-se e tudo. Veio a quadra, banal e brejeira como convém, dei-lhe seguimento. Primeiro em do menor, para desaguar em maior no refrão. Foi coisa de 7 minutos, e um jarro de sangria por conta da mesa.

A estes ainda os desculpo, pois não sabem o que dizem. Mas mau mesmo são aqueles que dando uns toques, se acham supra-sumos da arte de tocar e compor. Que isto da veia artística, ou se tem, ou não há nada a fazer. E fica bem sempre a humildade, e a vontade de progredir sempre que se possa.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

a Transit do Macedo

Quando mudei de conjunto, toda a qualidade melhorou. Inclusive a carrinha. No Sound Five, era uma VW, tipo forma de pão, e no Código era uma Transit que carregava para além de todo o material da banda, nove pessoas, e para destinos tipo fim do mundo, pois naqueles tempos vias rápidas não haviam. De norte a sul o Macedo nos transportou, nesta velha carrinha, onde nos apertávamos após cada baile. Muitas manhãs a viram chegar ao Feijó, após viagens de 5/6 horas. 
Deixou-nos a Transit ficar mal, uma vez. Ia o Código tocar a Escalos de Cima, a norte de Castelo Branco, e a parte eléctrica ardeu. Fomos rebocados até Escalos, onde chegamos cerca da meia-noite, e tocou-se da uma às seis. Valeu-nos a solidariedade do Duo Ouro Negro, que aguentou a malta até chegar o conjunto. 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

pérolas

Um amigo ligado ao mundo comercial da música, disse-me uma vez que os instrumentos mais caros, feitos em série, estão habitualmente nas mãos daqueles que pouco sabem da arte de os tocar. São este grupo, malta bem sucedida na vida, que nos tempos da escola vibravam com os solos do Page ou do Blackmore, e sempre sonharam ter aquele guitarrão. Este quarteto de Gibsons deve rondar uns 30 mil euros, e decerto sairão da montra para o cantinho lá na casa do senhor doutor, para ele dar uns toques de vez em quando e infernizar os ouvidos à família e amigos. Muitos destes guitarrões decerto nunca sentirão um palco, nem serão tocados de forma a se lhe arrancarem os seus timbres únicos, em acordes que saem da alma do músico. Se é certo que para se usufruir de um bom relógio, basta saber ver as horas, é também certo que estas ferramentas deviam ir direitinhas para as mãos de quem lhes saiba dar uso.
Esta fotografia foi tirada na Dirk Witte Musicstore, em Amesterdão, onde presenciei a compra de uma Gibson de uns 3mil € por um tipo que esteve ali a arranhar uns lásmenores e uns rés, e pouco mais, depois disse que ficava com ela, e mais a case, e puxa do molho de notas.

sábado, 1 de junho de 2013

Gerações no jornal

Notícia na 1ª página do Boletim Municipal do Seixal

Carta de Apresentação

A chamada carta de apresentação, muito usada nos anso 70. Fazia-se um texto catita, recorria-se aos arquivos do conjunto, às listas telefónicas, e a recolhas que se iam fazendo, e pelo menos uma vez por ano, eram enviadas cartas para Colectividades, Bombeiros, Comissões de Festas, Clubes, e outros.
O logotipo foi criado por mim. Foi feita depois uma zincogravura na Papelaria Fernandes, na Baixa.
Mais tarde o grupo Sinal, utilizou este formato de logo, sem nos consultar.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

a Ibanez

No Independente Futebol Clube Torrense,  na Torre da Marinha, antes de começar uma Matinée, ao lado esquerdo o Lesley, e por trás, o Pari do João "Padeiro"
Não me recordo ao certo mas esta Ibanez deve ter custado uns 15 contos, na Custódio Cardoso. Na época a Ibanez conquistou muito mercado a vender réplicas da Gibson e da Fender. Tive um catálogo com dezenas destas cópias. A minha Ibanez tinha uma escala muito macia, bons pick-ups, com um ataque razoável, o corpo oco dava-lhe uma sonoridade muito boa. O senão eram os carrilhões, pois desafinava com alguma facilidade, principalmente nos solos a abrir. Mantive-a até ao final do Iodo.
Há uns meses tentei saber-lhe o rasto, mas não consegui lá chegar.