sexta-feira, 31 de maio de 2013

a Ibanez

No Independente Futebol Clube Torrense,  na Torre da Marinha, antes de começar uma Matinée, ao lado esquerdo o Lesley, e por trás, o Pari do João "Padeiro"
Não me recordo ao certo mas esta Ibanez deve ter custado uns 15 contos, na Custódio Cardoso. Na época a Ibanez conquistou muito mercado a vender réplicas da Gibson e da Fender. Tive um catálogo com dezenas destas cópias. A minha Ibanez tinha uma escala muito macia, bons pick-ups, com um ataque razoável, o corpo oco dava-lhe uma sonoridade muito boa. O senão eram os carrilhões, pois desafinava com alguma facilidade, principalmente nos solos a abrir. Mantive-a até ao final do Iodo.
Há uns meses tentei saber-lhe o rasto, mas não consegui lá chegar.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

no Banjo

Nos finais do anos 80, fiz uma pausa nos conjuntos e dediquei-me ao duo formado por mim e pelo Adolfo Moreira, ainda hoje possuidor de excelente voz. A dupla sempre resultou bem, dadas as compensações, ele, melhor nas vozes, eu, melhor nas cordas. Tocávamos essencialmente num bar chamado "O Banjo", na Cruz de Pau, aos sábados, um reportório acústico muito à base de Rui Veloso, Vitorino, e muita música brasileira. A Lena, proprietária na altura, tinha sempre uma garrafa de vinho espumante no fresco, para fazer soltar as gargantas.

o caderno do TóPê

Era famoso este caderno do TóPê. Quase sempre o acompanhava, e muitas vezes tivemos que esperar acabar a escrita, para lhe merecer a atenção. Que me lembre nunca ninguém lera o caderno do TóPê, porque ele não deixava, dizia que eram cenas pessoais que escrevia.
Quando abandonou o Iodo, o TóPê abandonou também a sala de ensaio, pois era lá que ele vivia. Abandonou também o caderno, ou esqueceu-se, ou esqueceu-o propositadamente.
Guardei-o. De vez em quando tento decifrar-lhe a escrita. Não é fácil. O TóPê nunca foi fácil.
Temos adiado encontros. Um dia quem sabe. Devolvo-lho.

Sound Five

O Soud Five, em Sesimbra, no intervalo de um dos bailes de Carnaval,  na  Sociedade Musical  Sesimbrense.
Eu, Alcobia, João "Padeiro", Ramiro e Parreira

O Sound Five, era no início dos anos 70, um dos principais conjuntos musicais, que fazia furor nos bailaricos em todo o distrito de Setúbal. Não sou  da formação inicial, e quando cheguei a este grupo foi do tipo jogador de futebol que sai do clube da terra e vai para a 1ª divisão. Primeiro porque tinha todas as condições - sala de ensaio, carrinha, aparelhagem, e contratos. O senão era o empresário, o Senhor Nobre, pai do Ramiro, que para além de meter o bedelho, metia a unha no nosso dinheiro, sem dó nem piedade.  Segundo, porque a qualidade dos músicos melhorou. Inicialmente tocava com a guitarra da casa, uma Ibanez, cópia da Gibson SG, e só mais tarde venho a comprar a minha própria Ibanez. Foi por esta altura que começamos a aventurar-nos fora das tradicionais músicas dos bailes, tocando Uriah Heep e fazendo algumas coisas baseadas nos Deep Purple, como um tema ao qual chamámos "Cavalgada", sempre em La menor, na linha   da parte do solo do Child in Time. Tinhamos também alguns temas outsiders de bandas como Moody Blues, Donovan, Creendence, Stones...
O Sound Five levava uma considerável legião de fâns aos seus bailes, e por isso a agenda estava sempre cheia, de 6ª a domingo, por vezes com matinées pelo meio. Foi um bom tranpolim para a banda seguinte, o Código.
O Parreira, o Ramiro, eu e o Alcobia, não éramos apenas colegas de conjunto, saíamos várias vezes juntos. Aqui estamos em Sintra numa excursão da Escola das Cavaquinhas. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

O Eléctrico

"O Eléctrico" foi o projecto de apoio para conseguir o básico de um back-line decente para o Iodo ir para a estrada. Nos entretantos, para além do dinheiro ganho, adquirimos um excelente à vontade com os palcos e os públicos, mais valias para os primeiros concertos que fizemos, muitos deles, primeiras partes dos UHF, que gozavam no momento o êxito dos Cavalos de Corrida.
Fomos também um grupo de baile irreverente, com características singulares, tais como a indumentária, a inclusão de temas new wave, e rock, com som fora daquilo que os grupos de baile costumavam usar. Também tinhamos por hábito tocar mais de uma hora seguida, em vez das tradicionais séries de 4 ou 5 músicas, bem como agrupavamos os slows todos de seguida, proporcionando muita emoção no recinto de dança. Nessa parte, toda a banda se sentava, no palco.
Aqui fica o registo dos bailaricos do Eléctrico, nome escolhido pelo Tó Pê.
Alfredo Lino, Jorge Trindade, Rui Madeira, Tó Pê, Luís Cabral
16.02.1980 a 19.02.1980
Clube do Alfeite - 12.000$00
6 bailes de Carnaval, quatro à noite (soirée) e dois de tarde (matinée).

29.02
Sobreda de Caparica - 7.000$00

1.03
Setúbal.Sociedade Capricho - 10.000$00

12.04
Almada.Clube das Torcatas - 6.000$00
Estreia do Rui Madeira

19.04
Barreiro.Leças - 6.000$00

20.04
Torre da Marinha.No IFCT, para a JCP - 4.500$00

26.04
Seixal.Mundet - 4.500$00

3.05
Paio Pires.Pavilhão da Siderurgia.Festival da Juventude
Concurso com outras bandas

10.05
Barreiro. Clube Paivense - 6.000$00

11.05
Cova da Piedade. para a JCP

30.05
Seixal.Sociedade Filaqrmónica Timbre Seixalense - 6.000$00
Zé Tó sustitui o Tó Pê 

31.05
Almada. Tercena - 7.000$00

6.06
Seixal. Campo de futebol. Com o Sérgio Godinho - 7.500$00

7.06
Pinhal de Frades - 6.000$00

9.06
Manique de Baixo - 7.000$00

13.06
Almada. Clube das Torcatas - 6.000$00

14.06
Casal do Marco - 6.000$00
Baile sem o Madeira

20.06
Sesimbra. Sociedade Musical, para a JCP - 7.000$00
Baile sem o Madeira,e entra de novo o Tó Pê

21.06
Almada. Clube das Torcatas - 6.000$00
Cantou o Virgílio

22.06
Salvaterra de Magos. Para a Joframa - 10.000$00

23.06
Almada. Clube da Ramalha - 7.000$00
Regresso do Madeira

24.06
Almada. Clube da Ramalha - 7.000$00

28.06
Seixal. Baile de S.Pedro - 6.000$00

26.07
Barreiro. Lavradio - 7.000$00

10.08
Castelo Branco. Perais - 11.000$00
Acampámos de véspera na margem do rio Tejo, em Vila Velha de Rodão

16.08
Paço d'Arcos. Porto Salvo - 7.500$00

18.08
Coruche. Festas Populares - 10.000$00

23.08
Marinhais - 9.000$00

29.08
Pinhal Novo. Para a APU - 7.500$00

30.08
Almada. Para a APU - 7.500$00

5.09
Montijo. Para a APU - 7.500$00

6.09
Barreiro.Quinta da Lomba.Galitos - 6.000$00

8.09
Castelo Branco.Alfrívida - 11.000$00
Mais um acampamento no mesmo lugar.

13.09
Rio Maior. Festa da Lena

20.09
Coruche. Santana do Mato - 10.000$00

21.09
Almada. Incrível Almadende - 5.500$00

24.09
Almada. Pombal. Para a APU - 7.500$00

27.09
Almada. Tercena - 7.500$00

4.10
Trafaria. Bombeiros Voluntários - 6.000$00

18.10
Fernão Ferro. Centro Paroquial - 7.500$00

1.11
Lisboa. Casa do Alentejo - 9.900$00

8.11
Cova da Piedade. Para o PCP - 8.000$00

15.11
Marinhais. Cinema - 9.000$00

16.11
Coina - 5.500$00

23.11
Almada. Incrível Almadense - 5.500$00

20.12
Seixal. Timbre - 7.500$00

26.12
Costa da Caparica. Pêra do Meio - 7.500$00

31.12
Seixal. Timbre - 35.000$00

10.01.1981
Vale Fetal - 7.500$00

11.01
Cova da Piedade. SFUAP - 6.500$00

24.01
Coruche. Baile de Finalistas - 12.000$00

31.01
Cova da Piedade. SFUAP - 9.000$00

7.02
Cercal do Alentejo - 15.000$00
Primeiro baile com a Gibson

22.02
Cova da Piedade -SFUAP - 6.500$00

28.02 a 03.03
Pinhal Novo. Bailes de Carnaval - 75.000$00

14.03
Quinta do Conde 2 - 8.000$00

21.03
Paivas. Clube - 8.000$00

28.03
Arrentela. Sociedade - 8.000$00

29.03
Cova da Piedade.SFUAP - 7.000$00

18.04
Paivas. Clube - 7.500$00

24.04
Alcácer do Sal. Sociedade -15.000$00

2.05
Pinhal Novo - 9.000$00

15 e 16.05
Castelo Branco. Lousa - 28.000$00

17.05
Paio Pires. Siderurgia. para o PCP - 10.000$00

23.05
Zambujal - 8.500$00

30.05
Quinta do Conde 2 - 8.000$00

6.06
Barreiro. Quinta da Lomba. Galitos - 9.500$00

21.06
Estoril. Hotel Sintra-Estoril. Festa da Joframa - 15.000$00

23.06
Alcácer do Sal. Casebres - 12.000$00

E aqui está o registo das actuações do Eléctrico, que cumpriu na perfeição o seu mandato.
Há aqui a registar uma saída do Rui Madeira, que mais tarde voltaria à formação. Bem como do Tó Pê, um elemento muito instável, que nos deixava sempre inseguros quanto aos nossos compromissos assumidos.

Qualquer um deles foi substituído pelos meus antigos colegas da banda Código.

Iodo malta á porta

Gerações

Formou-se o quarteto para apenas uma actuação, mas foi sem dúvida um dos projectos que mais prazer me deu. O desafio estava dado - eu teria de elaborar um alinhamento de canções dedicado aos cantores e compositores de Abril. O critério da escolha dos temas, e dos músicos seria totalmente meu. Não foram muitos ensaios, mas a coisa correu bem, perante uma plateia atenta, no antigo cinema São Vicente em Paio Pires, a 22 de Abril de 2006,

eu - guitarras e voz
Joana Trindade - percursão
Nuno Tavares - teclas
Tânia Grelha - voz e percursão

tocamos as nossas versões de:

Mãe Negra - Paulo de Carvalho
No Teu Poema - Carlos do Carmo
Cavalo à Solta - Fernando Tordo
O Primeiro Dia - Sérgio Godinho
Milho Verde - Zeca Afonso
Cantigas do Maio - Zeca Afonso
Queda do Império - Vitorino
Quatro Quadras Soltas - Sérgio Godinho
Monangambé - Rui Mingas
E Depois do Adeus - Paulo de Carvalho
Cantar de Emigração - Adriano Correia de Oliveira
Que Força é Essa - Sérgio Godinho

Gerações, chamava o grupo 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Restaurante Baía

No limiar dos meus 50 anos, tinha decidido largar as bandas, dado que o corpinho já não aguentava. Afinal foram muitos anos, muitas formações, muitos palcos, muitos quilómetros, muitas noites perdidas ou mal dormidas, que conforme me disse um dia um grande músico, o Laureano, os anos me cobrariam. 
Contudo apavorava-me a ideia de deixar de tocar, ou melhor, de não vislumbrar mais do que o cenário de tocar no sofá para consumo próprio ou em festas de amigos. Iria arrumar a Gibson e a Fender Tele, mais os amps na garagem, sem muita convicção. Enquanto isso o meu derradeiro conjunto, continuava os seus bailaricos. O Via Verde manteve-se até à passagem de ano de 2006 para 2007.
Nessa altura eu já estava minimamente preparado para a transformação, do eléctrico para o acústico. Uma noite em que fui jantar ao Baía, dou de caras com o modelo inspirador, os acordes suaves na viola, a excelente voz , os temas muito bem seleccionados para acompanhar a soberba cozinha da Dona Piedade, disseram-me naquele dia, é isto mesmo. O Vitor Paulo, foi a minha fonte de inspiração.
Passados uns meses, estava a tocar no Baía. Pelo caminho tive de começar a gostar e admirar o acústico, e a investir numa Fender DG 20CE, cujo set-up foi feito pelo Vitor, e aos poucos aprender a suavizar o modo agressivo com que por vezes atacava a guitarra, para não falar da voz. Tudo tinha de de harmonizar da forma mais suave possível, até ao ponto de se tocar e cantar com prazer, aquilo que se gosta, num volume tão baixo, que cativa quem escuta e saboreia. O Baía foi um local mágico. Nele aconteceram noites inesquecíveis. Ali aprendi, e reaprendi a tocar, e a cantar.

domingo, 26 de maio de 2013

Eko & Yamaha

O Yamaha, com um pedal de fuzz Elka lá em cima, e a Eko com um auto-colante da UEC. Em baixo, o estabilizador, porque naqueles tempos às vezes tocava-se a gerador.

Foi algo que nunca lhe perguntei. A minha avó Idalina, espartana nos gastos, que nunca me comprara um brinquedo, ao saber-me tocador de viola, decide assim do pé para a mão, investir naquilo que acredito hoje, ela ter detectado em mim: o amor à Música, e arte de tocar. À época se eram raras as lojas de instrumentos, mais raros eram os instrumentos à venda, usados. A minha sorte, foi a de ter como vizinho e grande mentor nas minhas primeiras incursões no mundo da guitarra, o António "Careca", que estava a vender um novíssimo amplificador, revolucionário na época, um combo (os combos eram olhados de lado) ainda por cima de uma marca japonesa (os artigos japoneses eram olhados de lado), e para piorar, não era a válvulas, era transistorizado (os transistors eram apenas populares nos pequenos rádios de bolso, e por isso olhados de lado, onde se vira um amplificador que logo se ligava, debitava som?). Para provocação, não se ficava o Yamaha (marca olhada de lado) pelos convencionais efeitos de reverb, e de tremolo, tinha um irreverente efeito wawwaw, com regulação de intensidade e velocidade. Adiantada também a possibilidade de ligação out, que só viria a ser usada no Iodo. Tudo isto por oito contos, porque o "Careca" não atinava com o som daquele aparelho japónico, e ficou-se num Vox, a válvulas, claro. No pacote veio também a Eko, guitarra dura, cuja história é bastante interessante. Neste caso, da viola, o "Careca" fez um excelente up-grade, pois foi buscar uma Hofner semi-acústica de timbres e escala de sonho, onde aprendi os primeiros acordes do "Desafinado" e do "I put a spell  on you". Ficou a Eko por 900$00, e dado que a minha avó vendia roupas, a moeda de troca foi uma camisa Triple Marfel. Da Eko, perdi-lhe o rasto, mas do Yamaha, sei-o. Está aqui ao meu lado, e a tocar. Ainda ostenta uma chapinha discreta no topo: Santos & Beirão Lda. - Rua 1º de Dezembo 2-C a 8 - Lisboa.
O Antóno "Careca" com a Eko.

sábado, 25 de maio de 2013

No Dramático com o Iggy Pop

Já o Iodo tinha considerável fama, e fomos desafiados para fazer a primeira parte do concerto do Iggy Pop, no Pavilhão Dramático de Cascais. Foi delírio geral naquela sala de ensaios. Pessoalmente, eu, cuja estreia naquela catedral do rock remontava a 1975 com o inesquecível concerto dos Genesis, imaginei-nos lá de cima do imenso palco, a pegarmos naqueles milhares de fans a cantar em uníssono o Malta à Porta. A proposta não era aliciante, iríamos por nossa conta sem qualquer contributo de cachet, dado que, dizia o promotor, aquilo seria uma publicidade ímpar para a banda.
Preparou-se o alinhamento de uma rigorosa maia-hora, nem mais um minuto. Encores não haveriam. Os ingleses impunham as regras. Teríamos de estar no Pavilhão, depois do almoço, e esperar que depois do sound-check da banda do Iggy, fosse colocado o nosso modesto back-line em palco e aí, nos seria concedido fazer o nosso "som" com a ajuda britânica, dado que sendo o PA deles, o nosso técnico de som, o Lourinho, quanto muito teria direito a estar perto da mesa de som. 
Creio que, fosse pelo nervoso, ou por medo de não respondermos à chama da, nem comemos nada. Esperava-se primeiro paciente, depois impacientemente, que alguém viesse ter com a malta à Ford Transit do Cabral, e dissesse amistosamente, let's go, folks. E passou a tarde, e o entardecer, e passou gente, entrando e saindo. Do Iggy nem vê-lo, o som deles demorou a fazer, a banda não tinha pressa. Faltava meia hora para abrirem as portas ao público, quando nos deram à laia de favor, a permissão para colocarmos o nosso equipamento entre um mar de colunas, cabos e racks. Fazer som? Nem pensar, as portas iam abrir. E monição? Ao menos... A malta vai corrigindo quando vocês começarem a tocar, foi a resposta.
E tocamos. Mal. Pessimamente. Ninguém se conseguia ouvir. Tão pouco ouvir os outros. O alinhamento perdera-se. O público não era o nosso. Era do Iggy. Eram na maioria punks, os da frente, ainda encarei alguns, nas raras vezes que olhei em frente. Mandavam-nos moedas de tostão. Não mandavam, atiravam. O punks não nos queriam. Nós também não queríamos estar ali. O Madeira tem um rasgo de perspicácia e manda tocar o Malta à Porta, era mais o sinal de fuga, do que o de tocar o hit da banda, dado que era a última canção do alinhamento. O resultado foi o mesmo, mais moedas. O final da canção foi um abrir de porta para a liberdade: pudemos sair daquela arena, dando lugar aos roadies, também eles envergonhados, e danados para sair dali para fora.
De rescaldo fica-me o início do concerto do Iggy, que a meio do 1º tema, bêbado e pedrado que nem um cacho, cai de costas por cima da bateria, provocando um caos no palco e feed-backs monstruosos. Parou o concerto mas a malta não reclamou, nem mandou moedas. Afinal era o Iggy.
Fica-me também de rescaldo, a visão, partilhado por muitos de nós, de uma gaja, com uma saia até aos pés, mas aberta até ao umbigo, e da nossa satisfação ao ver a saia abrir, na dança frenética, dado que roupa por baixo da saia, não havia.
Ficou de rescaldo ao Iodo, a lição: nunca mais tocar de borla, porque aquela brincadeira ainda nos ficou em 15 contos. Bem, de facto, ainda tocamos mais uma vez de borla, na Festa do Avante. Mas isso é outra história.

Cenas da Música

A ideia não é de agora. Se desde os meus 12/13 anos, que toco viola, colecciono uma quantidade de memórias,ligadas à Música, dispersas, que, em conversas ou em viagens ao passado recordo. São como recortes espalhados nas desarrumadas gavetas do meu eu. Decidi, para uso e gozo próprio, e de quem por aqui tropeçar, postar por aqui essas cenas. E se essas recordações existem, para além de serem parte de mim, foram importantes, de alguma forma, ou teriam sido esquecidas, porque assim sendo, não teriam deixado marca. Não me vou preocupar com cronolgias, mas apenas ir publicando ao sabor das vontades.